Muitos inventários que deveriam ser concluídos em semanas se arrastam por meses ou anos por causa de problemas que poderiam ter sido evitados com uma orientação adequada desde o início. Conheça os erros mais frequentes.
1. Nome incorreto do herdeiro
Como detalhamos neste blog, a divergência de nome entre os documentos apresentados e os registros públicos paralisa o processo. Exemplo prático: Marcos aparece como “Marco” em algumas certidões e “Marcos” em outras. O tabelião exige uniformização antes de lavrar a escritura de partilha.
2. Documento vencido
Certidões de distribuição de ações, certidões negativas de débitos e matrículas têm prazo de validade. Uma matrícula emitida há mais de 30 dias é recusada por muitos cartórios. Exemplo: herdeiros que reúnem documentos ao longo de meses chegam ao cartório com as primeiras certidões já vencidas e precisam solicitá-las novamente.
3. Imóvel sem matrícula atualizada
Imóveis com benfeitorias não averbadas (ampliações, construções), desmembramentos informais ou hipotecas não canceladas apresentam divergências que impedem a partilha. Exemplo: construção de garagem feita informalmente nunca averbada na matrícula, gerando área construída não reconhecida legalmente.
4. Divergência entre certidões
O nome do falecido na certidão de óbito difere da certidão de casamento. A data de nascimento está errada em um documento. O número do CPF foi digitado errado em um contrato. Cada divergência exige justificativa documental. Exemplo: nome completo “José Carlos Ferreira da Silva” aparece como “José C. F. Silva” em alguns documentos e como “José Carlos da Silva” em outros.
5. Omissão de bens
Herdeiros que esquecem de incluir no espólio saldos bancários, cotas em empresas, veículos ou imóveis rurais cometem omissão — que pode ser interpretada como fraude e gerar responsabilidade tributária e civil posterior. Exemplo: conta poupança do falecido em banco diferente do habitual, esquecida pelos herdeiros, descoberta anos depois durante fiscalização da Receita Federal.
6. Herdeiro não localizado
Quando um dos herdeiros não é encontrado, o inventário não pode prosseguir normalmente. É necessário citação por edital (na via judicial) ou aguardar a localização. Exemplo: filho de relacionamento anterior ao casamento formal, cujo paradeiro é desconhecido pelos demais herdeiros.
7. Erro no CPF
Um dígito errado no CPF de um herdeiro ou do falecido em qualquer documento gera inconsistência que paralisa a análise do tabelião ou do juízo. Exemplo: CPF com dígito verificador incorreto em um contrato antigo que precisa ser retificado antes da partilha.
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